Relatório de desenvolvimento de pesquisa
1. Realização de um brainstorming
1.1. O Conceito Desempenho em Estudos Organizacionais e Estratégia: um Modelo de Análise Multidimensional – Artigo da RAC.
1.2. Gestão de Recursos Humanos: uma Metanálise de seus Efeitos sobre Desempenho Organizacional – Artigo da RAC.
1.3. Cultura organizacional e dependências de poder: a mudança estrutural em uma organização de ramo de informática – Artigo da RAC.
1.4. Cultura organizacional em ambiente burocrático – Artigo da RAC.
1.5. Modelos de gestão de competências versus processo de validação. Um ponto cego? – Artigo da RAUSP.
1.6. As atividades bancária e empresarial e o desenvolvimento sustentável – Artigo da RAUSP.
1.7. Perfil de planejamento e ciclo de vida organizacional nas empresas brasileiras – Artigo da RAUSP.
1.8. A tradição e a autonomia dos estudos organizacionais críticos no Brasil – Artigo da RAE.
1.9. “Aprecie com moderação”: a identidade da organização como drama e atos de performance – Artigo da RAE.
2. Artigos escolhidos
2.1. Gestão de Recursos Humanos: uma Metanálise de seus Efeitos sobre Desempenho Organizacional – Artigo da RAC.
Resumo: O campo de estudo da Gestão Estratégica de Recursos Humanos e, mais especificamente, da relação entre práticas de Gestão de Recursos Humanos (GRH) e desempenho organizacional, apresenta controvérsias que ainda precisam ser resolvidas. Isto significa que permanece a necessidade de revisar a literatura dos estudos neste campo, para encontrar algum sentido no vasto número de conclusões propostas. Por esse motivo, a fim de atualizar e acatar sugestões e examinar moderadores, ainda não analisados em outras revisões, a proposta para o presente estudo é realizar uma metanálise dos resultados de 194 registros de estudos empíricos e originais, realizados e/ou publicados entre os anos de 1985 a 2007, mantendo a metanálise por uma ou mais práticas de GRH e por um ou mais indicadores de desempenho organizacional. Para a realização desta metanálise escolhemos o método de metanálise psicrométrica de Hunter e Schmidt (2004). Com base nesta metanálise, podemos inferir que há uma relação positiva entre GRH e desempenho organizacional. A estimação da magnitude desta relação aumenta, quando as práticas de GRH são combinadas em um sistema ou dois ou mais resultados de desempenho organizacional são levados em consideração.
2.2. Cultura organizacional em ambiente burocrático – Artigo da RAC.
Resumo: O objetivo desse artigo é descortinar as manifestações da cultura organizacional em uma organização de caráter público, tendo a questão do foco no cidadão um papel preponderante na análise, para isso particularmente destacando as relações existentes entre a cultura da organização e as normas burocráticas. Mediante uma estratégia de pesquisa qualitativa, foram realizadas trinta entrevistas em profundidade com funcionários de uma universidade pública para identificar os principais aspectos do trabalho. Os resultados encontrados revelam que a lógica burocrática é responsável por uma dinâmica complexa entre os funcionários e a organização, com reflexos perceptíveis sobre a cultura da organização, que apresenta significativa influência das normas internas.
2.3. Perfil de planejamento e ciclo de vida organizacional nas empresas brasileiras – Artigo da RAUSP.
Resumo: Neste trabalho, tem-se por objetivo analisar o perfil das empresas brasileiras no que se refere à estruturação do processo de planejamento, associado aos estágios do ciclo de vida organizacional. O foco está no entendimento de como o processo estruturado de planejamento, que inclui o planejamento estratégico, o orçamento e o controle orçamentário, está sendo utilizado pelas empresas brasileiras nos diversos estágios do ciclo de vida organizacional. Trata- se de uma pesquisa empírica desenvolvida por meio de survey, a partir de uma amostra de 111 empresas. Os métodos de tratamento de dados foram a análise fatorial confirmatória com estimação PLS- -PM e a correlação. O estudo justifica-se pela constatação de que o desenvolvimento de um processo de planejamento estruturado, dentre outros fatores, depende do estágio vivido pela entidade e pode contribuir para o entendimento do processo de mudança em seu controle gerencial. Conclui-se que existe correlação entre os estágios do ciclo de vida organizacional e o perfil de formalização do planejamento nas empresas pesquisadas. Contudo, a inexistência do orçamento, tanto no nascimento – quando não é uma prioridade para as empresas – como no declínio – quando deveria ser entendido como uma alavanca de recuperação –, provoca reflexão relevante sobre as possibilidades perdidas por uma organização que não prioriza o processo de planejamento estruturado.
3. Por que estudá-los?
O primeiro artigo faz uma metanálise dos efeitos sobre o desempenho organizacional causados pela gestão de recursos humanos, o segundo artigo trata sobre como a cultura organizacional em ambiente burocrático é responsável por uma dinâmica complexa entre os funcionários e a organização já o terceiro trata sobre o perfil de planejamento associado aos estágios do ciclo de vida organizacional nas empresas brasileiras.
• Trata o desempenho organizacional da GRH;
• Trata cultura organizacional e
• Planejamento do ciclo de vida organizacional.
Visto que nossa disciplina e administração e cultura organizacional entendemos que os artigos escolhidos tratam claramente sobre o assunto.
4. Bibliografia
4.1. Gestão de Recursos Humanos: uma Metanálise de seus Efeitos sobre Desempenho Organizacional – Artigo da RAC. – autores: Agostinha Mafalda Barra de Oliveira * E-mail: agostinhamafalda@ufersa.edu.br Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA Mossoró, RN, Brasil. Alexandre José de Oliveira E-mail: alexandreoliveira@ufersa.edu.br Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA Mossoró, RN, Brasil.
4.2. Cultura organizacional em ambiente burocrático – Artigo da RAC. – autor: Luiz Alex Silva Saraiva, é Mestre em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professor do Curso de Administração das Faculdades Metodistas Integradas Izabela Hendrix e da Faculdade de Ciências Administrativas de Curvelo. Suas áreas de interesse em pesquisa são gestão e cidadania organizacional, sociologia do trabalho. E-mail: lassaraiva@uol.com.br
4.3. Perfil de planejamento e ciclo de vida organizacional nas empresas brasileiras – Artigo da RAUSP. – autores: Fábio Frezatti, Tânia Regina Sordi Relvas, Artur Roberto do Nascimento, Emanuel Rodrigues Junqueira e Diógenes de Souza Bido
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Relatório de Estágio do Curso Técnico em Metalurgia
Tive oportunidade de estagiar na Usina Piloto da Vale S/A, onde pude realizar e acompanhar todos os processos realizados nas suas usinas em escala piloto conforme solicitado pelos seus pesquisadores e clientes. Processos como moagem em moinho de bolas, filtragem do minério, mistura do minério com aglomerantes, o pelotamento, queima da pelota conforme o perfil exigido pelo pesquisador. Cada usina da Vale possui um perfil diferente de queima. Nós realizávamos a queima de acordo com a pesquisa a ser realizada. O forno simulador dos fornos das usinas é chamado POT GRATE.
Também realizei testes físicos com as pelotas cruas, como queda e compressão; com a pelota queimada o tamboramento (abrasão), que simula geração de finos pelas pelotas, verificação de percentagem de trincas das pelotas, intemperismo (simula o tempo de aguardo das pelotas ao embarque), caracterização de materiais diversos como granulometria a seco e a úmido em diversas malhas e superfície específica que é analisada a partir densidade real do material e demais testes (químicos e metalúrgicos) que são encaminhados para seus devidos laboratórios.
Descrição dos processos e testes:
Pelotização:
• O processo é realizado de acordo com a exigência do pesquisador, mas em geral primeiro se pesa o minério a ser utilizado, se for necessário a troca de camada de fundo do disco de pelotamento são adicionados trinta quilos a mais para se criar uma nova camada. Por exemplo, se forem realizadas três queimas de sessentas quilos, pesamos em média cento e oitenta quilos mais trinta quilos de camada e o mesmo valor para provável perda de material durante o processo, somando-se duzentos e quarenta quilos.
• Colhemos também uma amostra do minério (100 gramas) para secarmos e descobrirmos a sua umidade. Informamos esses dados (peso e umidade) a uma planilha de Excel chamada balanço de massa, já contendo os dados de umidade dos insumos a serem utilizados. O técnico responsável gera o balanço de massa e nos informa o quanto de insumos e água deverá ser adicionado ao minério.
• Após o processo descrito, são adicionados no misturador os insumos e os minérios, que são misturados por três minutos até a adição da água.
• Acionamos a correia transportadora, abrimos a comporta do misturador e o material segue para o desagregador e cai na caçamba que é colocada sobre a correia que alimenta o disco de pelotamento.
• Durante o processo de formação da pelota é separada uma amostra para caracterização de pelota crua. São realizados três testes: Compressão da pelota crua e úmida na faixa maior que 10 milímetros (sofre compressão até trincar); Compressão da pelota seca na faixa maior que 10 milímetros (sofre compressão até trincar); Queda da pelota crua e úmida a quarenta centímetros repetidamente até o inicio de formação de trinca em sua superfície. Em todos esses testes são utilizadas quinze pelotas. Separa-se também 100 gramas para verificação de umidade global, que leva em conta todas as faixas de peneiramento, e de quinze a vinte pelotas que serão utilizadas no teste de compressão de pelota seca (e crua) para verificação de umidade.
Queima:
• A queima é realizada em um equipamento chamado “pot grate” que simula o processo de queima de todas as usinas da Vale.
• Carregamos o Pot Grate com as pelotas na faixa maior que 10 e maior que 12 milímetros, já homogeneizadas. Há queimas em que se utilizam pelotas de porcelanas para a camada lateral e de fundo. Certificamos que o Pot Grate está devidamente fechado e o restante do processo é realizado por um computador automatizado. Após a queima são separadas as pelotas para o arquivo, para os testes químicos e metalúrgicos (realizados em outros laboratórios), testes de intemperismo e abrasão.
Intemperismo:
• As pelotas ficam em um pátio por tempo determinado para simular o comportamento das mesmas quando aguardando o embarque, depois são realizados os testes metalúrgicos e abrasão.
Abrasão:
• São pesadas 1500 gramas de pelotas e colocadas em um tambor de abrasão que simula a geração de finos no navio, depois retira-se o material do tambor para peneiramento.
Granulometria a úmido:
• Utilizado as faixas de peneiramento de 0.038, 0.045, 0.063, 0.075, 0.106, 0.15, 0.3, 0.5, 1 e 2 milímetros. Para esse tipo de peneiramento pesa-se 100 gramas do material a ser utilizado e após o processo é retirado o material retido nas peneiras, sendo colocado na estufa. Depois de seco é pesado, a fim de saber o quantitativo que ficou retido em cada peneira.
Superfície especifica no Permeametro Fisher:
• O material, após seco e homogeneizado é desagregado por duas vezes na peneira de 0.106 milímetros. Pesa-se a massa em gramas equivalente ao valor da densidade real do material a ser analisado, colhendo-o em diversos pontos com o auxilio de uma colher própria. Após pesado, o material é colocado em um tubo que tem uma grelha com filtro acoplado no fundo, depois é acoplada outra grelha com filtro na parte superior do tubo. O tubo é colocado no pino do Fisher onde é gerado um torque de 10 libras. Deve-se posicionar a um ângulo de 90° e arrastar a carta do Fisher, que representa um plano cartesiano onde as coordenadas horizontais correspondem à porosidade e as verticais ao diâmetro médio. Enquanto se faz o torque e arrasta a carta descobre-se a porosidade do material, após isso, coloca-se o tubo no local do ensaio, prendendo o mesmo, girando o prendedor.
• Então é dado o início do teste, aguardando 3 minutos para a estabilização da água e verifica-se onde o ponteiro parou, descobrindo então o diâmetro médio do material. Com o valor do diâmetro médio conhecido e realizado o calculo para se descobrir a superfície específica do material.
{[SE= (60000)/(dr x dm) em escala direta] e [SE= (60000)/(dr x 2 x dm) na escala dobrada]}.
SE (Superfície Específica) dr (densidade real) dm (diâmetro médio)
Granulometria Alpine:
O material (5g) é passado na malha de 0,045mm, e depois é anota-se a massa retida. Após o teste é realizado o cálculo.
P3= P1 – P2 % - 0.045 mm = P3/P1. 100
Moagem:
• Nesse projeto que pude acompanhar o minério “em toneladas” sendo homogeneizado com auxilio do BOB QUET (pequeno trator com pá), e colocado em tambores para serem pesados. Depois os tambores eram despejados em uma correia que seguia até um cone, que possui uma correia dosadora, onde é feito o controle de dosagem a cada 15min.
• Do cone segue para a alimentação do moinho de bolas, onde os técnicos do setor fazem o controle de densidade do minério que esta sendo moído. É realizado controle de densidade da polpa na descarga do moinho, no under flow e over flow.
• A densidade é verificada a partir de um simples teste: um recipiente é pesado com água em uma balança específica, então se tara a balança, e então quando o recipiente é enchido com a polpa moída e pesa nessa mesma balança temos o valor da densidade da polpa.
• Também era medido a densidade da polpa vinda do espessador para alimentar o tanque homegeneizador e do tanque homogeneizador para alimentar filtro.
Também realizei testes físicos com as pelotas cruas, como queda e compressão; com a pelota queimada o tamboramento (abrasão), que simula geração de finos pelas pelotas, verificação de percentagem de trincas das pelotas, intemperismo (simula o tempo de aguardo das pelotas ao embarque), caracterização de materiais diversos como granulometria a seco e a úmido em diversas malhas e superfície específica que é analisada a partir densidade real do material e demais testes (químicos e metalúrgicos) que são encaminhados para seus devidos laboratórios.
Descrição dos processos e testes:
Pelotização:
• O processo é realizado de acordo com a exigência do pesquisador, mas em geral primeiro se pesa o minério a ser utilizado, se for necessário a troca de camada de fundo do disco de pelotamento são adicionados trinta quilos a mais para se criar uma nova camada. Por exemplo, se forem realizadas três queimas de sessentas quilos, pesamos em média cento e oitenta quilos mais trinta quilos de camada e o mesmo valor para provável perda de material durante o processo, somando-se duzentos e quarenta quilos.
• Colhemos também uma amostra do minério (100 gramas) para secarmos e descobrirmos a sua umidade. Informamos esses dados (peso e umidade) a uma planilha de Excel chamada balanço de massa, já contendo os dados de umidade dos insumos a serem utilizados. O técnico responsável gera o balanço de massa e nos informa o quanto de insumos e água deverá ser adicionado ao minério.
• Após o processo descrito, são adicionados no misturador os insumos e os minérios, que são misturados por três minutos até a adição da água.
• Acionamos a correia transportadora, abrimos a comporta do misturador e o material segue para o desagregador e cai na caçamba que é colocada sobre a correia que alimenta o disco de pelotamento.
• Durante o processo de formação da pelota é separada uma amostra para caracterização de pelota crua. São realizados três testes: Compressão da pelota crua e úmida na faixa maior que 10 milímetros (sofre compressão até trincar); Compressão da pelota seca na faixa maior que 10 milímetros (sofre compressão até trincar); Queda da pelota crua e úmida a quarenta centímetros repetidamente até o inicio de formação de trinca em sua superfície. Em todos esses testes são utilizadas quinze pelotas. Separa-se também 100 gramas para verificação de umidade global, que leva em conta todas as faixas de peneiramento, e de quinze a vinte pelotas que serão utilizadas no teste de compressão de pelota seca (e crua) para verificação de umidade.
Queima:
• A queima é realizada em um equipamento chamado “pot grate” que simula o processo de queima de todas as usinas da Vale.
• Carregamos o Pot Grate com as pelotas na faixa maior que 10 e maior que 12 milímetros, já homogeneizadas. Há queimas em que se utilizam pelotas de porcelanas para a camada lateral e de fundo. Certificamos que o Pot Grate está devidamente fechado e o restante do processo é realizado por um computador automatizado. Após a queima são separadas as pelotas para o arquivo, para os testes químicos e metalúrgicos (realizados em outros laboratórios), testes de intemperismo e abrasão.
Intemperismo:
• As pelotas ficam em um pátio por tempo determinado para simular o comportamento das mesmas quando aguardando o embarque, depois são realizados os testes metalúrgicos e abrasão.
Abrasão:
• São pesadas 1500 gramas de pelotas e colocadas em um tambor de abrasão que simula a geração de finos no navio, depois retira-se o material do tambor para peneiramento.
Granulometria a úmido:
• Utilizado as faixas de peneiramento de 0.038, 0.045, 0.063, 0.075, 0.106, 0.15, 0.3, 0.5, 1 e 2 milímetros. Para esse tipo de peneiramento pesa-se 100 gramas do material a ser utilizado e após o processo é retirado o material retido nas peneiras, sendo colocado na estufa. Depois de seco é pesado, a fim de saber o quantitativo que ficou retido em cada peneira.
Superfície especifica no Permeametro Fisher:
• O material, após seco e homogeneizado é desagregado por duas vezes na peneira de 0.106 milímetros. Pesa-se a massa em gramas equivalente ao valor da densidade real do material a ser analisado, colhendo-o em diversos pontos com o auxilio de uma colher própria. Após pesado, o material é colocado em um tubo que tem uma grelha com filtro acoplado no fundo, depois é acoplada outra grelha com filtro na parte superior do tubo. O tubo é colocado no pino do Fisher onde é gerado um torque de 10 libras. Deve-se posicionar a um ângulo de 90° e arrastar a carta do Fisher, que representa um plano cartesiano onde as coordenadas horizontais correspondem à porosidade e as verticais ao diâmetro médio. Enquanto se faz o torque e arrasta a carta descobre-se a porosidade do material, após isso, coloca-se o tubo no local do ensaio, prendendo o mesmo, girando o prendedor.
• Então é dado o início do teste, aguardando 3 minutos para a estabilização da água e verifica-se onde o ponteiro parou, descobrindo então o diâmetro médio do material. Com o valor do diâmetro médio conhecido e realizado o calculo para se descobrir a superfície específica do material.
{[SE= (60000)/(dr x dm) em escala direta] e [SE= (60000)/(dr x 2 x dm) na escala dobrada]}.
SE (Superfície Específica) dr (densidade real) dm (diâmetro médio)
Granulometria Alpine:
O material (5g) é passado na malha de 0,045mm, e depois é anota-se a massa retida. Após o teste é realizado o cálculo.
P3= P1 – P2 % - 0.045 mm = P3/P1. 100
Moagem:
• Nesse projeto que pude acompanhar o minério “em toneladas” sendo homogeneizado com auxilio do BOB QUET (pequeno trator com pá), e colocado em tambores para serem pesados. Depois os tambores eram despejados em uma correia que seguia até um cone, que possui uma correia dosadora, onde é feito o controle de dosagem a cada 15min.
• Do cone segue para a alimentação do moinho de bolas, onde os técnicos do setor fazem o controle de densidade do minério que esta sendo moído. É realizado controle de densidade da polpa na descarga do moinho, no under flow e over flow.
• A densidade é verificada a partir de um simples teste: um recipiente é pesado com água em uma balança específica, então se tara a balança, e então quando o recipiente é enchido com a polpa moída e pesa nessa mesma balança temos o valor da densidade da polpa.
• Também era medido a densidade da polpa vinda do espessador para alimentar o tanque homegeneizador e do tanque homogeneizador para alimentar filtro.
domingo, 20 de junho de 2010
TIPOS DE SOCIEDADE E AS VANTAGENS DA SOCIEDADE PERSONIFICADA
Franciely Ronconi Leal
RESUMO
Este artigo apresenta dados e definições constitucionais sobre as sociedades, bem como demonstra de modo geral uma explicação sobre cada espécie e subespécie de sociedade, concluindo com as vantagens de se manter uma sociedade personificada, com personalidade jurídica, frente a uma sociedade não-personificada.
Palavras-chave: Sociedade. Sociedade personificada. Sociedade não personificada.
ABSTRACT
This article presents data and constitutional definitions about companies, as well as shows generally a explanation about each species and sub-species of companies, concluding with the advantages to maintain a personified society, with legal personality, against a not personified society.
Keywords: Society. Personified society. Not personified society.
1 INTRODUÇÃO
Segundo o IBGE (2006), temos mais de 6 milhoes de empresas formalmente registradas no Brasil que empregam mais de 41 milhões de trabalhadores, em contrapartida, dados do MTE (2003) apontam que no Brasil existem mais de 10 milhões de empresas ainda na informalidade e essas sociedades geram mais de 13 milhões de empregos no país.
O atual cenário brasileiro mostra que a situação das empresas é boa. Segundo o site Idéias Corporativas (2009), enquanto os Estados Unidos contabilizaram 350 mil pedidos de falência e concordata no ano que passou e Portugal mais de 50 mil pedidos de falência, no Brasil foram solicitados apenas 1505 pedidos em 2009.
O bom momento da economia nacional é convidativo para a legalização das sociedade que ainda se mantém informais, contudo vemos que o número de sociedades informais ainda se mantém alto e boa parte da culpa disso pode ser atribuída a burocracia para sair da informalidade no Brasil.
Generalizando o discurso de Michel Abdo Alaby (secretário-geral da Câmara da Comércio Árabe-Brasileira e presidente da Associação de Empresas Brasileiras para a Integração de Mercados) vemos que segundo estudos apresentados no ultimo relatório produzido pelo Banco Mundial (2005), o Brasil está colocado na posição 121 de 175 países mais bucráticos para legalização de empresas.
Os dados do Banco Mundial mostram as dificuldades do empreendedor brasileiro, em produzir e inovar no país, existindo barreiras e obstáculos. Entre outros obstáculos, destacam-se a estabilidade e segurança das regras jurídicas (custos judiciais para garantir o cumprimento dos contratos), a elevada criminalidade e o desrespeito aos direitos de propriedade. Todos esses fatores inibem à inversão produtiva e o desenvolvimento de novas atividades. (ALABY, 2009, http://netmarinha.uol.com.br/)
Vale salientar ainda que o estudo acima citado demonstra que nos países sub-desenvolvidos e em desenvolvimento os requisitos burocráticos para sair da informalidade apresentam custos mais altos do que em países plenamente desenvolvidos.
Em um cenário tão conturbado, o grande desafio é como convencer o empresário informal a se legalizar, para isso é essencial que ele conheça as definições constitucionais acerca dos tipos de sociedade e as vantagens de sobreviver na formalidade.
2 TIPOS DE SOCIEDADE
Desde a entrada em vigor do novo código civil brasileiro, em 2003, passaram a vigorar também as várias inovações trazidas por ele no que diz respeito às regras que regulam as relações e negócios desenvolvidos entre pessoas e empresas.
Segundo o Código Civil (2002), em seu artigo 981, a sociedade se constitui quando duas ou mais pessoas se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados. Ainda segundo o Código Civil (2002), em seu artigo 46, sociedade é uma pessoa jurídica de direito privado.
Indo além desse grupo de definições, podemos dividir ainda as sociedades em personificadas e não-personificadas.
Quanto às sociedades personificadas, nosso novo código estabeleceu sua divisão em duas espécies: a empresária e a simples.
Entende-se por sociedade empresária, aquela onde se exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços, constituindo elemento de empresa, tendo como representante legal um administrador, figura que substitui a antiga imagem do Sócio-Gerente.
Quanto aos tributos, esse tipo de sociedade tem a mesma responsabilidade existente em qualquer outro tipo de sociedade, variando entre o ramo de atuação, faturamento da empresa e esfera de atividade.
Segundo os artigos 967/983 do Código Civil (2002) a inscrição da sociedade empresária é obrigatória devendo ser feita na Junta Comercial responsável.
A sociedade empresária divide-se ainda em cinco espécies societárias:
Sociedade em nome coletivo, constituída apenas por pessoas físicas, onde seus sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais;
Sociedade em comandita simples, que possui dois tipos de sócios. Além das pessoas físicas responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, ainda temos os comanditários, obrigados somente pelo valor da sua quota;
Sociedade limitada, onde a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de sua quota e todos respondem igualitariamente pela integralização do capital social. Nesse caso, esse capital social divide-se em quotas, não necessariamente iguais, cabendo uma, ou várias, a cada sócio. Vale salientar ainda que a sociedade será gerida por administradores, que tem sua função atribuída em contrato social, ou até mesmo em ato separado;
Sociedade anônima, que tem seu capital divido em ações e que a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações as quais são proprietários;
E por fim, sociedade em comandita por ações, que tem o capital dividido em ações, regendo-se pelas normas relativas as sociedades anônimas.
Já a sociedade simples, segundo o artigo 982 do Código Civil (2002), são aquelas formadas por pessoas que exercem profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, mesmo se contar com auxiliares ou colaboradores e tem como objetivo somente a prestação de serviços relacionados à habilidade profissional e intelectual pessoal dos sócios, sendo vedado nesse tipo de sociedade o enquadramento das empresas com atividade comercial e industrial.
A responsabilidade de cada sócio é ilimitada e o contrato social prevê se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente pelas obrigações sociais da empresa.
Quanto aos tributos, incidem sobre a sociedade simples os mesmos que incidem sobre os demais tipos de sociedade, variando dentro dos mesmos limites da sociedade empresária.
Segundo o artigo 998 do Código Civil (2002), a inscrição das sociedades simples, diferentemente das empresárias, é feita em cartório e não nas juntas comerciais.
As sociedades simples podem adotar um dos seguintes tipos societários, que também são aplicados as sociedades empresárias:
Sociedade de nome coletivo; Sociedade em comandita Simples; Sociedade limitada.
Além dos tipos societários em comum com as sociedades empresárias, as sociedades simples têm tipos societários próprios, que são:
Cooperativa, que tem forma e natureza jurídica própria e são de natureza civil, não sujeitas à falência. Constituídas para prestar serviços aos associados;
Empresário individual, regulamentado no Código Civil (2002) em seu artigo 966, é uma pessoa física, individualmente considerada e que tem obrigatoriedade de inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis antes do início da atividade (Artigo 967). A principal característica desse tipo de sociedade é que o patrimônio particular do sócio se confunde com a da empresa, permitindo assim que as dívidas cobradas da empresa recaiam sobre a pessoa física. Os tributos sobre esse tipo de sociedade são os mesmos existentes para qualquer outro tipo;
E por fim, autônomo, que é aquele que exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, mesmo se contar com colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa (parágrafo único, artigo 966, código civil). A principal característica do autônomo é ser exclusivamente um prestador de serviços, não possuindo CNPJ, sendo também impossibilitado do exercício de comércio e atividades industriais. A sua atividade é formalizada mediante alvará da prefeitura municipal e inscrição no INSS. O registro da atividade é regulamentado pela legislação municipal. A tributação a esse tipo de sociedade é feita pelo próprio município e pelo imposto de renda de pessoa física, calculado através da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física.
O autônomo tem a obrigação de elaborar o livro caixa referente à sua atividade, o qual deverá ser escriturado segundo normas específicas da Receita Federal. O livro caixa destina-se a excluir da renda tributável da pessoa física despesas necessárias ao exercício da atividade profissional.
Quando se trata de sociedades não-personificadas, sem personalidade jurídica, as definições e regras sofrem algumas mudanças.
Defini-se como sociedade não-personificada aquela que embora constituída mediante instrumento escrito, não formalizou o arquivamento ou registro dos seus atos constitutivos. Assim sendo, o contrato ou acordo tem validade somente entre os sócios, sem força contra terceiros. Esse tipo de sociedade pode ser constituída de forma oral ou documental, sendo previsto no código civil sua divisão em dois tipos: Sociedade em Comum e Sociedade em Conta de Participação.
A sociedade comum, também conhecida como sociedade de fato, ou sociedade irregular, é qualquer tipo de sociedade que explora uma atividade econômica, mas que ainda não está registrada.
Por lhe faltar o registro de pessoa jurídica, a sociedade comum não se trata de um tipo de sociedade empresária. O código civil determina que enquanto não inscritos os atos constitutivos, a sociedade irá ser regida pelos seus artigos 986 e 990, excetuando-se os casos de ações em organizações. Define-se então que, por exemplo, uma sociedade limitada em processo de constituição que estiver com seu registro ainda sem conclusão, mesmo que em funcionamento, será regida na forma de sociedade em comum.
Por não contemplar todos os aspectos e relações jurídicas decorrentes do funcionamento de uma sociedade em comum, o código estabelece que as normas estabelecidas para esse tipo de sociedade necessitam de complementação subsidiária das normas da sociedade simples, naquilo que naturalmente não for incompatível.
Na sociedade em comum, os sócios nas relações entre si ou com terceiros, somente por escrito podem provar a existência da sociedade, mas os terceiros podem prová-la de qualquer modo. Quanto à relação patrimonial, os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial, do qual os sócios são titulares em comum. Os bens sociais respondem pelos atos de gestão praticados por qualquer dos sócios, salvo pacto expresso limitativo de poderes, que somente terá eficácia contra o terceiro que o conheça ou deva conhecer.
Vale lembrar que, em uma sociedade em comum, todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. Nesse caso específico, o sócio que efetuou o negócio responde com seus bens particulares, sem garantia de benefício de ordem mesmo que a sociedade tenha bens, ou seja, o credor pode se preferir, executar os bens do sócio contratante em primeiro lugar, deixando os bens da sociedade em segundo plano.
Já a sociedade em conta de participação, na verdade, não é uma sociedade empresária, pois não se configura em nenhum dos tipos societários citados anteriormente.
Essencialmente a conta não passa de um contrato de investimento comum, no qual duas ou mais pessoas se vinculam para a exploração de uma atividade econômica, em que um deles é o sócio ostensivo, dirige o negócio e é o responsável de forma ilimitada perante os atos negociais e relações daí decorrentes. Os demais são simplesmente sócios participantes, que normalmente entram como investidores.
Pelo código, na sociedade em conta de participação, a atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo, em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade, participando os demais dos resultados correspondentes.
Por tratar-se também de uma sociedade não personificada, sua constituição independe de qualquer formalidade e pode provar-se por todos os meios de direito. Portanto, é de se entender que uma sociedade em conta de participação pode ser constituída oralmente, embora na prática seja feita mediante instrumento escrito, porém não registrável.
3 O QUE PODE ACONTECER COM UMA SOCIEDADE INFORMAL?
A informalidade é um risco para o empreendedor. Um empreendimento não legalizado passa por muitas dificuldades. Para citar exemplos, podemos apontar o fato de não poder se filiar a órgãos sindicais de sua cidade, não poder pedir licitações para conseguir melhores preços, condições de pagamento, não conseguir se proteger perante a inadimplência de determinados clientes, o que poderia ser feito através de consulta ao SPC (Sistema de Proteção ao Crédito), correr o risco de ter as mercadorias apreendidas pelo poder público e pagar multas, não contar com a possibilidade de crescimento e de divulgação além de ter que conviver com limites para a obtenção de crédito.
Além disso, o empresário ilegal responde ilimitadamente com seus bens pessoais pelas obrigações assumidas com o negócio, convive com recorrentes reclamações trabalhistas já que não há como registrar um empregado formalmente e com a falta de benefícios previdenciários para o próprio empreendedor.
4 O QUE SE GANHA COM A SOCIEDADE PERSONIFICADA?
A legalização de um empreendimento independente do porte e atividade é importante e fundamental para o desenvolvimento empresarial.
Dentre as várias vantagens da legalização da sociedade podemos citar a facilidade de obtenção de crédito para investimento e capital de giro; a emissão de notas fiscais, o que possibilita a ampliação da área de atuação e aumento da credibilidade da empresa; a obtenção de um CNPJ, o que gera a possibilidade de compra de matéria-prima e produtos diretamente de fornecedores legalizados, com preços mais acessíveis; a legalização das relações trabalhistas com os funcionários; e a desvinculação dos bens da pessoa jurídica da sociedade dos bens da pessoa física do sócio-empreendedor.
5 CONCLUSÃO
Frente a tudo que foi apresentado e o desafio que é convencer o empresário informal a trabalhar na legalidade, podemos crer que é possível atingir um nível satisfatório de sociedades personificadas frente as não personificadas no Brasil, mesmo sabendo que conseguir uma taxa de 100% de legalização das empresas é uma utopia, e provavelmente nunca se tornará realidade.
É essencial que o microempresário informal entenda que seja de qual natureza for o seu negócio, apesar das dificuldades e obstáculos encontrados para legalização, as vantagens de se tornar uma empresa formal - uma sociedade personificada - são compensatórias.
Em vias de regra, o microempresário busca crescimento de seu empreendimento e aumento de seus lucros a cada dia e isso só poderá ser conquistado se a empresa se pautar na legalidade, fugindo das sombras da informalidade que diminuem a visibilidade do empreendimento.
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Código Civil Brasileiro. Redação Final. Brasília, 2001.
2. Idéias Corporativas. Disponível em: . Acesso em: 02 de Junho de 2010.
3. NetMarinha. Disponível em:. Acesso em: 02 de Junho de 2010.
4. SEBRAE. Economia Informal urbana. Disponível em:. Acesso em: 02 de Junho de 2010.
5. SEBRAE GOIÁS. Disponível em:. Acesso em: 02 de Junho de 2010.
RESUMO
Este artigo apresenta dados e definições constitucionais sobre as sociedades, bem como demonstra de modo geral uma explicação sobre cada espécie e subespécie de sociedade, concluindo com as vantagens de se manter uma sociedade personificada, com personalidade jurídica, frente a uma sociedade não-personificada.
Palavras-chave: Sociedade. Sociedade personificada. Sociedade não personificada.
ABSTRACT
This article presents data and constitutional definitions about companies, as well as shows generally a explanation about each species and sub-species of companies, concluding with the advantages to maintain a personified society, with legal personality, against a not personified society.
Keywords: Society. Personified society. Not personified society.
1 INTRODUÇÃO
Segundo o IBGE (2006), temos mais de 6 milhoes de empresas formalmente registradas no Brasil que empregam mais de 41 milhões de trabalhadores, em contrapartida, dados do MTE (2003) apontam que no Brasil existem mais de 10 milhões de empresas ainda na informalidade e essas sociedades geram mais de 13 milhões de empregos no país.
O atual cenário brasileiro mostra que a situação das empresas é boa. Segundo o site Idéias Corporativas (2009), enquanto os Estados Unidos contabilizaram 350 mil pedidos de falência e concordata no ano que passou e Portugal mais de 50 mil pedidos de falência, no Brasil foram solicitados apenas 1505 pedidos em 2009.
O bom momento da economia nacional é convidativo para a legalização das sociedade que ainda se mantém informais, contudo vemos que o número de sociedades informais ainda se mantém alto e boa parte da culpa disso pode ser atribuída a burocracia para sair da informalidade no Brasil.
Generalizando o discurso de Michel Abdo Alaby (secretário-geral da Câmara da Comércio Árabe-Brasileira e presidente da Associação de Empresas Brasileiras para a Integração de Mercados) vemos que segundo estudos apresentados no ultimo relatório produzido pelo Banco Mundial (2005), o Brasil está colocado na posição 121 de 175 países mais bucráticos para legalização de empresas.
Os dados do Banco Mundial mostram as dificuldades do empreendedor brasileiro, em produzir e inovar no país, existindo barreiras e obstáculos. Entre outros obstáculos, destacam-se a estabilidade e segurança das regras jurídicas (custos judiciais para garantir o cumprimento dos contratos), a elevada criminalidade e o desrespeito aos direitos de propriedade. Todos esses fatores inibem à inversão produtiva e o desenvolvimento de novas atividades. (ALABY, 2009, http://netmarinha.uol.com.br/)
Vale salientar ainda que o estudo acima citado demonstra que nos países sub-desenvolvidos e em desenvolvimento os requisitos burocráticos para sair da informalidade apresentam custos mais altos do que em países plenamente desenvolvidos.
Em um cenário tão conturbado, o grande desafio é como convencer o empresário informal a se legalizar, para isso é essencial que ele conheça as definições constitucionais acerca dos tipos de sociedade e as vantagens de sobreviver na formalidade.
2 TIPOS DE SOCIEDADE
Desde a entrada em vigor do novo código civil brasileiro, em 2003, passaram a vigorar também as várias inovações trazidas por ele no que diz respeito às regras que regulam as relações e negócios desenvolvidos entre pessoas e empresas.
Segundo o Código Civil (2002), em seu artigo 981, a sociedade se constitui quando duas ou mais pessoas se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados. Ainda segundo o Código Civil (2002), em seu artigo 46, sociedade é uma pessoa jurídica de direito privado.
Indo além desse grupo de definições, podemos dividir ainda as sociedades em personificadas e não-personificadas.
Quanto às sociedades personificadas, nosso novo código estabeleceu sua divisão em duas espécies: a empresária e a simples.
Entende-se por sociedade empresária, aquela onde se exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços, constituindo elemento de empresa, tendo como representante legal um administrador, figura que substitui a antiga imagem do Sócio-Gerente.
Quanto aos tributos, esse tipo de sociedade tem a mesma responsabilidade existente em qualquer outro tipo de sociedade, variando entre o ramo de atuação, faturamento da empresa e esfera de atividade.
Segundo os artigos 967/983 do Código Civil (2002) a inscrição da sociedade empresária é obrigatória devendo ser feita na Junta Comercial responsável.
A sociedade empresária divide-se ainda em cinco espécies societárias:
Sociedade em nome coletivo, constituída apenas por pessoas físicas, onde seus sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais;
Sociedade em comandita simples, que possui dois tipos de sócios. Além das pessoas físicas responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, ainda temos os comanditários, obrigados somente pelo valor da sua quota;
Sociedade limitada, onde a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de sua quota e todos respondem igualitariamente pela integralização do capital social. Nesse caso, esse capital social divide-se em quotas, não necessariamente iguais, cabendo uma, ou várias, a cada sócio. Vale salientar ainda que a sociedade será gerida por administradores, que tem sua função atribuída em contrato social, ou até mesmo em ato separado;
Sociedade anônima, que tem seu capital divido em ações e que a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações as quais são proprietários;
E por fim, sociedade em comandita por ações, que tem o capital dividido em ações, regendo-se pelas normas relativas as sociedades anônimas.
Já a sociedade simples, segundo o artigo 982 do Código Civil (2002), são aquelas formadas por pessoas que exercem profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, mesmo se contar com auxiliares ou colaboradores e tem como objetivo somente a prestação de serviços relacionados à habilidade profissional e intelectual pessoal dos sócios, sendo vedado nesse tipo de sociedade o enquadramento das empresas com atividade comercial e industrial.
A responsabilidade de cada sócio é ilimitada e o contrato social prevê se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente pelas obrigações sociais da empresa.
Quanto aos tributos, incidem sobre a sociedade simples os mesmos que incidem sobre os demais tipos de sociedade, variando dentro dos mesmos limites da sociedade empresária.
Segundo o artigo 998 do Código Civil (2002), a inscrição das sociedades simples, diferentemente das empresárias, é feita em cartório e não nas juntas comerciais.
As sociedades simples podem adotar um dos seguintes tipos societários, que também são aplicados as sociedades empresárias:
Sociedade de nome coletivo; Sociedade em comandita Simples; Sociedade limitada.
Além dos tipos societários em comum com as sociedades empresárias, as sociedades simples têm tipos societários próprios, que são:
Cooperativa, que tem forma e natureza jurídica própria e são de natureza civil, não sujeitas à falência. Constituídas para prestar serviços aos associados;
Empresário individual, regulamentado no Código Civil (2002) em seu artigo 966, é uma pessoa física, individualmente considerada e que tem obrigatoriedade de inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis antes do início da atividade (Artigo 967). A principal característica desse tipo de sociedade é que o patrimônio particular do sócio se confunde com a da empresa, permitindo assim que as dívidas cobradas da empresa recaiam sobre a pessoa física. Os tributos sobre esse tipo de sociedade são os mesmos existentes para qualquer outro tipo;
E por fim, autônomo, que é aquele que exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, mesmo se contar com colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa (parágrafo único, artigo 966, código civil). A principal característica do autônomo é ser exclusivamente um prestador de serviços, não possuindo CNPJ, sendo também impossibilitado do exercício de comércio e atividades industriais. A sua atividade é formalizada mediante alvará da prefeitura municipal e inscrição no INSS. O registro da atividade é regulamentado pela legislação municipal. A tributação a esse tipo de sociedade é feita pelo próprio município e pelo imposto de renda de pessoa física, calculado através da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física.
O autônomo tem a obrigação de elaborar o livro caixa referente à sua atividade, o qual deverá ser escriturado segundo normas específicas da Receita Federal. O livro caixa destina-se a excluir da renda tributável da pessoa física despesas necessárias ao exercício da atividade profissional.
Quando se trata de sociedades não-personificadas, sem personalidade jurídica, as definições e regras sofrem algumas mudanças.
Defini-se como sociedade não-personificada aquela que embora constituída mediante instrumento escrito, não formalizou o arquivamento ou registro dos seus atos constitutivos. Assim sendo, o contrato ou acordo tem validade somente entre os sócios, sem força contra terceiros. Esse tipo de sociedade pode ser constituída de forma oral ou documental, sendo previsto no código civil sua divisão em dois tipos: Sociedade em Comum e Sociedade em Conta de Participação.
A sociedade comum, também conhecida como sociedade de fato, ou sociedade irregular, é qualquer tipo de sociedade que explora uma atividade econômica, mas que ainda não está registrada.
Por lhe faltar o registro de pessoa jurídica, a sociedade comum não se trata de um tipo de sociedade empresária. O código civil determina que enquanto não inscritos os atos constitutivos, a sociedade irá ser regida pelos seus artigos 986 e 990, excetuando-se os casos de ações em organizações. Define-se então que, por exemplo, uma sociedade limitada em processo de constituição que estiver com seu registro ainda sem conclusão, mesmo que em funcionamento, será regida na forma de sociedade em comum.
Por não contemplar todos os aspectos e relações jurídicas decorrentes do funcionamento de uma sociedade em comum, o código estabelece que as normas estabelecidas para esse tipo de sociedade necessitam de complementação subsidiária das normas da sociedade simples, naquilo que naturalmente não for incompatível.
Na sociedade em comum, os sócios nas relações entre si ou com terceiros, somente por escrito podem provar a existência da sociedade, mas os terceiros podem prová-la de qualquer modo. Quanto à relação patrimonial, os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial, do qual os sócios são titulares em comum. Os bens sociais respondem pelos atos de gestão praticados por qualquer dos sócios, salvo pacto expresso limitativo de poderes, que somente terá eficácia contra o terceiro que o conheça ou deva conhecer.
Vale lembrar que, em uma sociedade em comum, todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. Nesse caso específico, o sócio que efetuou o negócio responde com seus bens particulares, sem garantia de benefício de ordem mesmo que a sociedade tenha bens, ou seja, o credor pode se preferir, executar os bens do sócio contratante em primeiro lugar, deixando os bens da sociedade em segundo plano.
Já a sociedade em conta de participação, na verdade, não é uma sociedade empresária, pois não se configura em nenhum dos tipos societários citados anteriormente.
Essencialmente a conta não passa de um contrato de investimento comum, no qual duas ou mais pessoas se vinculam para a exploração de uma atividade econômica, em que um deles é o sócio ostensivo, dirige o negócio e é o responsável de forma ilimitada perante os atos negociais e relações daí decorrentes. Os demais são simplesmente sócios participantes, que normalmente entram como investidores.
Pelo código, na sociedade em conta de participação, a atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo, em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade, participando os demais dos resultados correspondentes.
Por tratar-se também de uma sociedade não personificada, sua constituição independe de qualquer formalidade e pode provar-se por todos os meios de direito. Portanto, é de se entender que uma sociedade em conta de participação pode ser constituída oralmente, embora na prática seja feita mediante instrumento escrito, porém não registrável.
3 O QUE PODE ACONTECER COM UMA SOCIEDADE INFORMAL?
A informalidade é um risco para o empreendedor. Um empreendimento não legalizado passa por muitas dificuldades. Para citar exemplos, podemos apontar o fato de não poder se filiar a órgãos sindicais de sua cidade, não poder pedir licitações para conseguir melhores preços, condições de pagamento, não conseguir se proteger perante a inadimplência de determinados clientes, o que poderia ser feito através de consulta ao SPC (Sistema de Proteção ao Crédito), correr o risco de ter as mercadorias apreendidas pelo poder público e pagar multas, não contar com a possibilidade de crescimento e de divulgação além de ter que conviver com limites para a obtenção de crédito.
Além disso, o empresário ilegal responde ilimitadamente com seus bens pessoais pelas obrigações assumidas com o negócio, convive com recorrentes reclamações trabalhistas já que não há como registrar um empregado formalmente e com a falta de benefícios previdenciários para o próprio empreendedor.
4 O QUE SE GANHA COM A SOCIEDADE PERSONIFICADA?
A legalização de um empreendimento independente do porte e atividade é importante e fundamental para o desenvolvimento empresarial.
Dentre as várias vantagens da legalização da sociedade podemos citar a facilidade de obtenção de crédito para investimento e capital de giro; a emissão de notas fiscais, o que possibilita a ampliação da área de atuação e aumento da credibilidade da empresa; a obtenção de um CNPJ, o que gera a possibilidade de compra de matéria-prima e produtos diretamente de fornecedores legalizados, com preços mais acessíveis; a legalização das relações trabalhistas com os funcionários; e a desvinculação dos bens da pessoa jurídica da sociedade dos bens da pessoa física do sócio-empreendedor.
5 CONCLUSÃO
Frente a tudo que foi apresentado e o desafio que é convencer o empresário informal a trabalhar na legalidade, podemos crer que é possível atingir um nível satisfatório de sociedades personificadas frente as não personificadas no Brasil, mesmo sabendo que conseguir uma taxa de 100% de legalização das empresas é uma utopia, e provavelmente nunca se tornará realidade.
É essencial que o microempresário informal entenda que seja de qual natureza for o seu negócio, apesar das dificuldades e obstáculos encontrados para legalização, as vantagens de se tornar uma empresa formal - uma sociedade personificada - são compensatórias.
Em vias de regra, o microempresário busca crescimento de seu empreendimento e aumento de seus lucros a cada dia e isso só poderá ser conquistado se a empresa se pautar na legalidade, fugindo das sombras da informalidade que diminuem a visibilidade do empreendimento.
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Código Civil Brasileiro. Redação Final. Brasília, 2001.
2. Idéias Corporativas. Disponível em:
3. NetMarinha. Disponível em:
4. SEBRAE. Economia Informal urbana. Disponível em:
5. SEBRAE GOIÁS. Disponível em:
terça-feira, 15 de setembro de 2009
TEOR DE ÁLCOOL NA GASOLINA COMUM
RESUMO: Esta experiência tem como objetivo determinar o teor de álcool na gasolina; por meio de adição de água destilada, para verificar se a mesma esta dentro do limite estabelecidos pela Agência Nacional de Petróleo – ANP, a qual é composta por 25% de álcool e 75% de gasolina.
INTRODUÇÃO
A gasolina é um combustível constituído basicamente por hidrocarbonetos e, em menor quantidade, por produtos oxigenados, e são formados por moléculas de menor cadeia carbônica. Além dos hidrocarbonetos e dos oxigenados, a gasolina contém compostos de enxofre, de nitrogênio e compostos metálicos, todos eles em baixas concentrações. A faixa de destilação da gasolina automotiva varia de 30 a 220 ºC. A gasolina básica (sem oxigenados) possui uma composição complexa. A octanagem é uma das propriedades mais importantes, pois mede a capacidade da gasolina de resistir à detonação, ou sua capacidade de resistir às exigências do motor sem entrar em auto-ignição antes do momento programado.
O álcool é umas das substâncias adicionadas à gasolina e tem vital papel na sua combustão, pois sua função é aumentar a octanagem em virtude do seu baixo poder calorífico. Além disso, o fato propicia uma redução na taxa de produção de CO, tendo a vantagem de ser uma fonte de energia renovável. Se por um lado existe vantagens, existem também as desvantagens, como maior propensão à corrosão, maior regularidade nas manutenções do carro, aumento do consumo e aumento de produção de óxidos de nitrogênio.
EXPERIMENTOS
1. Materias utilizados
Pêra;
Pipeta graduada em 10 ml;
Proveta de 50 ml;
Becker de 50 ml.
2. Reagentes
Gasolina comum A1 e A 2;
Água destilada.
3. Procedimento experimental
1º procedimento
a) Foi separado em uma pêra junto a pipeta 20ml de gasolina A1.
b) Foi colocado os 20ml em uma proveta.
c) Foi separado com o auxilio de um becker 20ml de água destilada.
d) Logo foi misturado a água destilada à gasolina que já estava na proveta.
e) O volume final foi de 40ml.
f) Foi extraido 4ml de álcool da gasolina
g)
20ml de gasolina_____100%
4ml de álcool_____x
20x = 400
x = 20%, resultado do procedimento constatou que havia 20% de teor de álcool na gasolina A1.
2º procedimento
a) Foi separado em uma pêra junto a pipeta 20ml de gasolina A2.
b) Foi colocado os 20ml em uma proveta.
c) Foi separado com o auxilio de um becker 20ml de água destilada.
d) Logo foi misturado a água destilada à gasolina que já estava na proveta.
e) O volume final foi de 40ml.
f) Foi extraido 1ml de álcool de gasolina.
g)
20ml de gasolina______100%
1ml de álcool______x
20x = 100
x = 5%, resultado de procedimento constatou que havia 5% de teor de álcool na gasolina A2.
Conclusão
Concluímos com as analises de gasolina A1 e A2 que todos as duas estavam dentro dos limites estabelecidos pela ANP.
BIBLIOGRAFIA:
http://www.anp.gov.br/doc/petroleo/relatorios_precos/2007/Gasolina_2007.pdf, pesquisado dia 11/02/2009;
http://www2.fc.unesp.br/lvq/exp02.htm, Pesquisado no dia 11/02/2009;
http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/experimentos/teor.html, Pesquisado no dia 11/02/2009
http://pt.wikipedia.org, Pesquisado no dia 11/02/2009.
BOMBAS PARA CENTRAIS HIDRELÉTRICAS DE ACUMULAÇÃO
GENERALIDADES
À medida que, em muitas regiões, os recursos hidráulicos para utilização da energia elétrica se aproximam de uma situação de esgotamento, parecendo indicar a necessidade de optar pelo emprego de outras formas de energia, torna-se interessante examinar a possibilidade de “armazenar energia hidráulica” aproveitando condições topográficas e hidrológicas favoráveis ou criando artificialmente as mesmas.
Uma usina termelétrica moderna, usando combustíveis fósseis ou energia originada por reação nuclear, deve trabalhar continuamente em regime próximo do de “plena carga”.
Haverá horas ou mesmo dias inteiros em que a potencia gerada nas termoelétricas será superior a demanda da rede consumidora.
Imaginou se então utilizar a energia hidráulica como complemento da energia do sistema servido pelas termelétricas.
Para isso constrói se um reservatório de acumulação em nível elevado, represando, se possível, um curso de água, que pode ser de pequeno porte. De um riu ou lago natural ou artificial, em cota inferior e mais próximo possível do reservatório superior, a água e bombeada para o reservatório superior. Assim, a água e acumulada no reservatório vá ter a ele diretamente, e essa água poderá ser utilizada no acionamento de turbinas hidráulicas nas horas de maior demanda de energia pela rede.
Sendo o preço de KWh fornecido nas horas de ponta mais elevado que o fornecido durante as horas de fraca demanda, há uma grande vantagem na utilização da energia sob a forma indicada.
MODALIDADES DE USINAS DE ACUMULAÇÃO
Desde o início do século têm sido empregadas bombas para a acumulação de água para ser aproveitada em turbinas. O grupo bomba motor nas primeiras instalações era totalmente independente do grupo turbina-gerador.
Com a demanda crescente de energia foram experimentadas novas soluções. Aparecem os grupos ternários, em que a bomba e a turbina separadamente são acopladas a uma mesma máquina elétrica que funciona como motor ou gerador.
A experiência, a evolução da pesquisa, a ciência e a tecnologia das máquinas hidráulicas conduziram à fabricação de máquinas reversíveis, capazes de operar ora como turbina ora como bomba. Uma das primeiras unidades do gênero no mundo, foi instalada na usina de Jaguari, em Pedreira.
Nas turbinas-bombas reversíveis a passagem de uma operação para a inversa importa na mudança do sentido de rotação de árvore.
O desenvolvimento de projeto e a construção de bombas, turbinas e turbinas-bombas para usinas de potências cada vez maiores.
TIPOS DE MAQUINAS
A escolha de melhor tipo de máquina para a central de acumulação depende da análise de um conjunto de fatores, entre os quais sobressaem:
- condições topográficas, hidrográficas e geológicas da região;
- custo do empreendimento;
-regime da rede de energia elétrica.
- máquinas reversíveis axiais de pás ajustáveis. O bombeamento se realiza nos dois sentidos de escoamento e o turbinamento apenas em um sentido.
INDICAÇÕES SOBRE O EMPREGO DAS MAQUINAS NAS CENTRAIS DE ACUMULAÇÃO
Utilização de um ou mais grupos “motor-bomba” numa usina hidrelétrica.
É a chamada instalação com quatro máquinas.
Uma usina desse tipo, onde devido á queda elevada, são usadas turbinas Pelton e as bombas são de múltiplos estágios. As máquinas só têm em comum as tubulações forçadas.
Esse tipo quaternário de máquinas é o mais caro, mas é o mais favorável quanto aos problemas de demarragem, mudança de operação e disponibilidade.
Emprego de um grupo ternário, isto é, uma turbina e uma bomba ligadas na mesma árvore a um motor-gerador.
É a solução que se encontra na maior parte das centrais de acumulação da Europa. A principal vantagem é a rapidez da inversão de operação.
CASO 1: A bomba e a turbina são ligadas rigidamente ao motor-gerador, havendo uma arvore comum sem acoplamentos
Funcionando como turbina o rotor da bomba trabalha “em seco”, com ar comprimido, devendo os interstícios de o labirinto ser refrigerados. O mesmo deve ser feito com o rotor da turbina, quando grupo opera como motor-bomba.
CASO 2: A turbina e ligada rigidamente ao eixo do motor-gerador e a bomba e ligada por um acoplamento especial mecânico dentado (embreagem de dentes).
Para acionar a turbina desacopla-se a bomba, mas para ligar a bomba tem-se que esvaziar a turbina.
Quando se passa do bombeamento para o turbinamento pode ocorres uma das seguintes hipóteses:
- a bomba ainda está com água;
- se a água tiver removida da bomba não há, necessidade de desligar o motor-gerador da rede elétrica.
Na passagem do turbinamento ao bombeamento deve-se desligar a carga de rede. Em seguida liga-se o acoplamento mecânico de dentes.
CASO 3: A turbina e ligada rigidamente ao motor-gerador e, por meio de um acoplamento mecânico de dentes, a bomba, combinado com uma turbina auxiliar para arranque.
A passagem do turbinamento para o bombeamento pode ser feito com a bomba aerada adicionada pela turbina auxiliar, o que reduz muito o tempo de conversão.
O grupo motor-gerador deve permanecer ligado à rede durante as operações de troca de turbinamento por bombeamento e vice-versa. Com isso o tempo de manobra para passagem de um tipo a outro de máquina fica reduzido e o desgaste é menor.
CASO 4: A turbina e ligada rigidamente ao motor-gerador e a bomba e ligada ao mesmo por acoplamento mecânico de dentes e conversores hidrodinâmicos de torque.
O emprego de conversor hidrodinâmico de torque substitui a turbina auxiliar de arranque e permite que a bomba atinja a velocidade nominal antes da ligação do acoplamento mecânico.
Durante qualquer das mudanças o motor-gerador deve permanecer ligado à rede de energia elétrica.
Com esse sistema consegue-se obter o menor tempo para passagem de uma condição para a outra.
CASO 5: A turbina e ligada ao motor-gerador e a bomba e ligada a arvore com o mesmo tipo de acoplamento.
Com esse arranjo não há necessidade de arear a bomba ou a turbina para a demarragem ou troca de operação.
Emprego de grupo binário, isto é, maquina reversível turbina-bomba ligada ao motor-gerador.
De um modo geral são mais simples e de menor custo que os grupos ternários.
A turbina-bomba e acoplada rigidamente ao motor gerador
A passagem do turbinamento para bombeamento se realiza parando a máquina.
Grupo com motor de arranque ( de partida) auxiliar
Um motro auxiliar de partida colocado em cima do motor-gerador e ligado rigidamente ao eixo do mesmo dá a partida no bombeamento. A potência do motor de partida é da ordem de 6 a 8 % da potência nominal do motor-gerador principal.
Grupo com turbina de arranque
Uma turbina hidráulica tem sido usada para dar partida ao grupo. Quando se prevê a partida com motor aerado a turbina de arranque tem uma potência de cerca de 8 a 12% da potência nominal do grupo.
Para simplificar a operação de partida prefere-se que a turbina-bomba trabalhe cheia de água
Grupo com conversor de torque hidrodinâmico para demarragem e acoplamento mecânico de dentes
Quando o grupo tem rotação nominal elevada intercala-se um conversor de torque entre o motor-gerador e a turbina-bomba, dispensa a aeração do rotor na inversão da operação mesmo quando o grupo funciona como compensador síncrono.
NPSH NAS USINAS DE ACUMULAÇÃO
Um dos pontos importantes a considerar na instalação da turbina-bomba e evitar que a unidade funcionando como bomba venha a operar com o NPSHdisponivel inferior ao NPSHrequerido e que como turbina trabalhe com uma contrapressão menor que]a altura de sucção necessária.
O NPSHdisponivel na instalação de bombeamento e a energia residual a entrada da bomba acima da pressão de vapor do liquido.
NPSHdisp. =ha+Hb-(Ja + hv)
Sendo: ha altura estática de aspiração da bomba;
Ja a soma das perdas de carga na linha de aspiração da bomba;
hv a pressão de vapor da água na temperatura ambiente.
O NPSHrequerido pela bomba para funcionar sem os riscos da cavitação e determinado em ensaios realizados pelos fabricantes e depende de uma grandeza representada por ө ou σ , denominado “coeficiente de cavitação”. O coeficiente de cavitação e função da velocidade especifica da bomba. Quanto maior a velocidade especifica maior o valor de
ө e maior o NPSHrequerido.
O continuo aperfeiçoamento dos projetos das bombas e a melhor compreensão do fenômeno de cavitação de como minimizá-lo permitiram que no espaço de 20 anos se chegasse a valores da relação NPSHdisp /H cada vez menores, e portanto, menores valores de ha e de H.
A tecnologia das turbo-bomas evoluiu também no sentido de se poder empregar turbinas-bombas com as bombas com um só estágio trabalhando com alturas de elevação surpreendentemente elevadas.
A maior parte das centrais de acumulação tem valores de queda compreendidos entre 100 a 400m. hoje projetam-se em certos casos, instalações de grupos reversíveis com contrapressão Hs inferior a 15 metros, graças aos aperfeiçoamentos na unidades de elevado valor de ns.
À medida que, em muitas regiões, os recursos hidráulicos para utilização da energia elétrica se aproximam de uma situação de esgotamento, parecendo indicar a necessidade de optar pelo emprego de outras formas de energia, torna-se interessante examinar a possibilidade de “armazenar energia hidráulica” aproveitando condições topográficas e hidrológicas favoráveis ou criando artificialmente as mesmas.
Uma usina termelétrica moderna, usando combustíveis fósseis ou energia originada por reação nuclear, deve trabalhar continuamente em regime próximo do de “plena carga”.
Haverá horas ou mesmo dias inteiros em que a potencia gerada nas termoelétricas será superior a demanda da rede consumidora.
Imaginou se então utilizar a energia hidráulica como complemento da energia do sistema servido pelas termelétricas.
Para isso constrói se um reservatório de acumulação em nível elevado, represando, se possível, um curso de água, que pode ser de pequeno porte. De um riu ou lago natural ou artificial, em cota inferior e mais próximo possível do reservatório superior, a água e bombeada para o reservatório superior. Assim, a água e acumulada no reservatório vá ter a ele diretamente, e essa água poderá ser utilizada no acionamento de turbinas hidráulicas nas horas de maior demanda de energia pela rede.
Sendo o preço de KWh fornecido nas horas de ponta mais elevado que o fornecido durante as horas de fraca demanda, há uma grande vantagem na utilização da energia sob a forma indicada.
MODALIDADES DE USINAS DE ACUMULAÇÃO
Desde o início do século têm sido empregadas bombas para a acumulação de água para ser aproveitada em turbinas. O grupo bomba motor nas primeiras instalações era totalmente independente do grupo turbina-gerador.
Com a demanda crescente de energia foram experimentadas novas soluções. Aparecem os grupos ternários, em que a bomba e a turbina separadamente são acopladas a uma mesma máquina elétrica que funciona como motor ou gerador.
A experiência, a evolução da pesquisa, a ciência e a tecnologia das máquinas hidráulicas conduziram à fabricação de máquinas reversíveis, capazes de operar ora como turbina ora como bomba. Uma das primeiras unidades do gênero no mundo, foi instalada na usina de Jaguari, em Pedreira.
Nas turbinas-bombas reversíveis a passagem de uma operação para a inversa importa na mudança do sentido de rotação de árvore.
O desenvolvimento de projeto e a construção de bombas, turbinas e turbinas-bombas para usinas de potências cada vez maiores.
TIPOS DE MAQUINAS
A escolha de melhor tipo de máquina para a central de acumulação depende da análise de um conjunto de fatores, entre os quais sobressaem:
- condições topográficas, hidrográficas e geológicas da região;
- custo do empreendimento;
-regime da rede de energia elétrica.
- máquinas reversíveis axiais de pás ajustáveis. O bombeamento se realiza nos dois sentidos de escoamento e o turbinamento apenas em um sentido.
INDICAÇÕES SOBRE O EMPREGO DAS MAQUINAS NAS CENTRAIS DE ACUMULAÇÃO
Utilização de um ou mais grupos “motor-bomba” numa usina hidrelétrica.
É a chamada instalação com quatro máquinas.
Uma usina desse tipo, onde devido á queda elevada, são usadas turbinas Pelton e as bombas são de múltiplos estágios. As máquinas só têm em comum as tubulações forçadas.
Esse tipo quaternário de máquinas é o mais caro, mas é o mais favorável quanto aos problemas de demarragem, mudança de operação e disponibilidade.
Emprego de um grupo ternário, isto é, uma turbina e uma bomba ligadas na mesma árvore a um motor-gerador.
É a solução que se encontra na maior parte das centrais de acumulação da Europa. A principal vantagem é a rapidez da inversão de operação.
CASO 1: A bomba e a turbina são ligadas rigidamente ao motor-gerador, havendo uma arvore comum sem acoplamentos
Funcionando como turbina o rotor da bomba trabalha “em seco”, com ar comprimido, devendo os interstícios de o labirinto ser refrigerados. O mesmo deve ser feito com o rotor da turbina, quando grupo opera como motor-bomba.
CASO 2: A turbina e ligada rigidamente ao eixo do motor-gerador e a bomba e ligada por um acoplamento especial mecânico dentado (embreagem de dentes).
Para acionar a turbina desacopla-se a bomba, mas para ligar a bomba tem-se que esvaziar a turbina.
Quando se passa do bombeamento para o turbinamento pode ocorres uma das seguintes hipóteses:
- a bomba ainda está com água;
- se a água tiver removida da bomba não há, necessidade de desligar o motor-gerador da rede elétrica.
Na passagem do turbinamento ao bombeamento deve-se desligar a carga de rede. Em seguida liga-se o acoplamento mecânico de dentes.
CASO 3: A turbina e ligada rigidamente ao motor-gerador e, por meio de um acoplamento mecânico de dentes, a bomba, combinado com uma turbina auxiliar para arranque.
A passagem do turbinamento para o bombeamento pode ser feito com a bomba aerada adicionada pela turbina auxiliar, o que reduz muito o tempo de conversão.
O grupo motor-gerador deve permanecer ligado à rede durante as operações de troca de turbinamento por bombeamento e vice-versa. Com isso o tempo de manobra para passagem de um tipo a outro de máquina fica reduzido e o desgaste é menor.
CASO 4: A turbina e ligada rigidamente ao motor-gerador e a bomba e ligada ao mesmo por acoplamento mecânico de dentes e conversores hidrodinâmicos de torque.
O emprego de conversor hidrodinâmico de torque substitui a turbina auxiliar de arranque e permite que a bomba atinja a velocidade nominal antes da ligação do acoplamento mecânico.
Durante qualquer das mudanças o motor-gerador deve permanecer ligado à rede de energia elétrica.
Com esse sistema consegue-se obter o menor tempo para passagem de uma condição para a outra.
CASO 5: A turbina e ligada ao motor-gerador e a bomba e ligada a arvore com o mesmo tipo de acoplamento.
Com esse arranjo não há necessidade de arear a bomba ou a turbina para a demarragem ou troca de operação.
Emprego de grupo binário, isto é, maquina reversível turbina-bomba ligada ao motor-gerador.
De um modo geral são mais simples e de menor custo que os grupos ternários.
A turbina-bomba e acoplada rigidamente ao motor gerador
A passagem do turbinamento para bombeamento se realiza parando a máquina.
Grupo com motor de arranque ( de partida) auxiliar
Um motro auxiliar de partida colocado em cima do motor-gerador e ligado rigidamente ao eixo do mesmo dá a partida no bombeamento. A potência do motor de partida é da ordem de 6 a 8 % da potência nominal do motor-gerador principal.
Grupo com turbina de arranque
Uma turbina hidráulica tem sido usada para dar partida ao grupo. Quando se prevê a partida com motor aerado a turbina de arranque tem uma potência de cerca de 8 a 12% da potência nominal do grupo.
Para simplificar a operação de partida prefere-se que a turbina-bomba trabalhe cheia de água
Grupo com conversor de torque hidrodinâmico para demarragem e acoplamento mecânico de dentes
Quando o grupo tem rotação nominal elevada intercala-se um conversor de torque entre o motor-gerador e a turbina-bomba, dispensa a aeração do rotor na inversão da operação mesmo quando o grupo funciona como compensador síncrono.
NPSH NAS USINAS DE ACUMULAÇÃO
Um dos pontos importantes a considerar na instalação da turbina-bomba e evitar que a unidade funcionando como bomba venha a operar com o NPSHdisponivel inferior ao NPSHrequerido e que como turbina trabalhe com uma contrapressão menor que]a altura de sucção necessária.
O NPSHdisponivel na instalação de bombeamento e a energia residual a entrada da bomba acima da pressão de vapor do liquido.
NPSHdisp. =ha+Hb-(Ja + hv)
Sendo: ha altura estática de aspiração da bomba;
Ja a soma das perdas de carga na linha de aspiração da bomba;
hv a pressão de vapor da água na temperatura ambiente.
O NPSHrequerido pela bomba para funcionar sem os riscos da cavitação e determinado em ensaios realizados pelos fabricantes e depende de uma grandeza representada por ө ou σ , denominado “coeficiente de cavitação”. O coeficiente de cavitação e função da velocidade especifica da bomba. Quanto maior a velocidade especifica maior o valor de
ө e maior o NPSHrequerido.
O continuo aperfeiçoamento dos projetos das bombas e a melhor compreensão do fenômeno de cavitação de como minimizá-lo permitiram que no espaço de 20 anos se chegasse a valores da relação NPSHdisp /H cada vez menores, e portanto, menores valores de ha e de H.
A tecnologia das turbo-bomas evoluiu também no sentido de se poder empregar turbinas-bombas com as bombas com um só estágio trabalhando com alturas de elevação surpreendentemente elevadas.
A maior parte das centrais de acumulação tem valores de queda compreendidos entre 100 a 400m. hoje projetam-se em certos casos, instalações de grupos reversíveis com contrapressão Hs inferior a 15 metros, graças aos aperfeiçoamentos na unidades de elevado valor de ns.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Arame Tubular
Processo
A soldagem a arco com arame tubular( Flux-Cored Arc Welding – FCAW ) é um processo que produz a coalescência ( união) de metais pelo aquecimento destes com um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo tubular, continuo, consumível e a peça de trabalho.
A proteção do arco e do cordão de solda é feita por um fluxo de soldagem contido dentro do eletrodo, que pode ser suplementada por um fluxo de gás fornecido por uma fonte externa. Que além da proteção os fluxos podem ter outras funções, semelhantes às dos revestimentos de eletrodos, como desoxidar e refinar o metal de solda, adicionar elementos de ligas, estabilizar o arco, etc.
Existem duas variações básicas do processo arame tubular, uma em que toda a proteção necessária é gerada pelo próprio fluxo contido no eletrodo ( autoprotegido) , e outra em que a proteção é complementada por uma nuvem de gás, geralmente CO2.


Equipamentos
Os equipamentos utilizados para soldagem com arames Tubular autoprotegidos e com proteção gasosa são similares. A diferença básica reside no fato de o equipamento para soldagem com proteção gasosa possuir um sistema de envio e controle dos gases ao ponto de trabalho



ARAMES TUBULARES.
Os arames tubulares usados na soldagem dos aços carbono e de baixa liga são classificados pela AWS. Diversos fatores são considerados nesta classificação, entre eles: tipo de enchimento, uso de gás de proteção, tipos de corrente, posições de soldagem recomendadas, além da composição química e propriedades mecânicas do cordão obtido.
ARAME TUBULAR COM PROTEÇÃO GASOSA
Na soldagem por arame Tubular com proteção gasosa a queima e vaporização do revestimento proporcionam a estabilização do arco elétrico, bem como a melhoria das características do metal depositado.
No entanto, sendo pouca a quantidade de revestimento, a sua queima não permite obter o volume necessário de gases para proteção global do banho de fusão, sendo necessário utilizar uma proteção adicional de gás.
Este gás pode ser inerte (argônio, hélio), ativo (dióxido de carbono) ou mesmo a mistura destes.
ARAME TUBULAR AUTOPROTEGIDO
O arame Tubular autoprotegido possui no seu interior uma quantidade maior de fluxo, o que proporciona durante a sua queima uma produção de gases e fumos suficiente para atuar tanto nas características de fusão já mencionadas, quanto na proteção global da poça de fusão durante a soldagem.
Vantagens e limitações
• Elevada produtividade e eficiência;
• Soldagem em todas as posições;
• Custo relativamente baixo;
• Produz soldas de boa qualidade e aparência;
• Equipamento relativamente caro;
• Pode gerar elevada quantidade de fumos;
• Necessita limpeza após soldagem.
Aplicações
• Soldagem de aços carbono, de baixa liga e de aços inoxidáveis;
• Soldagem em fabricação, manutenção e em montagem no campo;
• Soldagem de partes de veículos;
• Na Industria naval, nuclear e petrolífera.
A soldagem a arco com arame tubular( Flux-Cored Arc Welding – FCAW ) é um processo que produz a coalescência ( união) de metais pelo aquecimento destes com um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo tubular, continuo, consumível e a peça de trabalho.
A proteção do arco e do cordão de solda é feita por um fluxo de soldagem contido dentro do eletrodo, que pode ser suplementada por um fluxo de gás fornecido por uma fonte externa. Que além da proteção os fluxos podem ter outras funções, semelhantes às dos revestimentos de eletrodos, como desoxidar e refinar o metal de solda, adicionar elementos de ligas, estabilizar o arco, etc.
Existem duas variações básicas do processo arame tubular, uma em que toda a proteção necessária é gerada pelo próprio fluxo contido no eletrodo ( autoprotegido) , e outra em que a proteção é complementada por uma nuvem de gás, geralmente CO2.


Equipamentos
Os equipamentos utilizados para soldagem com arames Tubular autoprotegidos e com proteção gasosa são similares. A diferença básica reside no fato de o equipamento para soldagem com proteção gasosa possuir um sistema de envio e controle dos gases ao ponto de trabalho



ARAMES TUBULARES.
Os arames tubulares usados na soldagem dos aços carbono e de baixa liga são classificados pela AWS. Diversos fatores são considerados nesta classificação, entre eles: tipo de enchimento, uso de gás de proteção, tipos de corrente, posições de soldagem recomendadas, além da composição química e propriedades mecânicas do cordão obtido.
ARAME TUBULAR COM PROTEÇÃO GASOSA
Na soldagem por arame Tubular com proteção gasosa a queima e vaporização do revestimento proporcionam a estabilização do arco elétrico, bem como a melhoria das características do metal depositado.
No entanto, sendo pouca a quantidade de revestimento, a sua queima não permite obter o volume necessário de gases para proteção global do banho de fusão, sendo necessário utilizar uma proteção adicional de gás.
Este gás pode ser inerte (argônio, hélio), ativo (dióxido de carbono) ou mesmo a mistura destes.
ARAME TUBULAR AUTOPROTEGIDO
O arame Tubular autoprotegido possui no seu interior uma quantidade maior de fluxo, o que proporciona durante a sua queima uma produção de gases e fumos suficiente para atuar tanto nas características de fusão já mencionadas, quanto na proteção global da poça de fusão durante a soldagem.
Vantagens e limitações
• Elevada produtividade e eficiência;
• Soldagem em todas as posições;
• Custo relativamente baixo;
• Produz soldas de boa qualidade e aparência;
• Equipamento relativamente caro;
• Pode gerar elevada quantidade de fumos;
• Necessita limpeza após soldagem.
Aplicações
• Soldagem de aços carbono, de baixa liga e de aços inoxidáveis;
• Soldagem em fabricação, manutenção e em montagem no campo;
• Soldagem de partes de veículos;
• Na Industria naval, nuclear e petrolífera.
Serras para Metais
SÚMARIO
Serramento
1-Definição
1.1 Classificação Dos Processos
1.1.1 Serramento Retilíneo
1.1.2 Serramento Circular
2 - Ferramentas Para Corte
2.1 Serras
2.2 Lâminas E Discos De Serrar E Serras-Copo
3 - Operação De Serrar
3.1 Seleção Das Serras
3.2 Etapas Do Serramento
4 - Bibliografia
SERRAMENTO
1- Definição:
O serramento é um processo mecânico de usinagem destinado ao seccionamento ou recorte com auxílio de ferramentas multicortantes de pequena espessura. Para tanto, a ferramenta gira, se desloca ou se mantém parada.
1.1 Classificação do processos de serramento.
1.1.1 Serramento retilíneo – Processo de serramento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória retilínea, com movimento alternativo ou não. Quando alternativo, classifica-se o serramento como retilíneo alternativo. Caso a contrário o serramento é retilíneo contínuo.

1.1.2 Serramento circular – Processo de serramento no qual a ferramenta gira ao redor do seu próprio eixo e a peça ou a ferramenta se desloca.

2–Ferramentas Para Corte
2.1 – Serras
Diversos são os processos de corte. A finalidade do corte também determina a escolha da operação. Assim, se é necessário fazer cortes de contornos internos ou externos, previamente traçados, abrir fendas e rebaixos, a operação indicada é o serramento, operação de corte de materiais que usa a serra como ferramenta. O serramento pode ser feito manualmente ou com auxílio de máquinas.
O Arco de Serra é uma ferramenta manual, onde deve ser montada uma lâmina de aço, dentada e temperada.
O arco de serra caracteriza-se por ser regulável ou ajustável de acordo com o comprimento da lâmina.

Para trabalhos em série, usam-se máquinas de serrar que podem ser:
• Máquina de serrar alternativa, horizontal ou vertical para cortes retos, que reproduz, o movimento do serramento manual, isto é, de vaivém.

• Máquina de serrar de fita circular, que pode ser vertical ou horizontal.

2.2 – Lâminas e discos de serrar e serras-copo
As lâminas de serrar são caracterizadas pelo formato (forma de lâmina). São utilizadas nos arcos de serra ou máquinas alternativas de serrar.
As lâminas de serra podem ser fabricadas em formato de fita em diversos comprimentos embalados em rolos.
Os discos de serrar são utilizados em máquinas apropriadas, portáteis ou não, acionadas eletricamente ou por ar comprimido.
As serras-copo possuem esse formato a fim de executar a abertura de furos geralmente com grande diâmetro em metais e madeiras pelo processo de serramento. Estas serras são utilizadas em furadeiras manuais ou máquinas.
O quadro a seguir resume as principais características de lâminas de serra.

As serras-copo são especificadas pelo seu diâmetro e devem ser utilizadas sob regime de rotação compatível com o material a ser cortado, conforme exemplo da tabela a seguir:

3 – Operação de serrar
As serras são usadas para cortar materiais, para abrir fendas e rasgos.
Os dentes das serras possuem travas, que são deslocamentos laterais dos dentes em forma alternada, a fim de facilitar o deslizamento da lâmina durante o corte.

3.1 -Seleção das serras
Existem diversas regras que devem ser obedecidas para obter o máximo aproveitamento das serras. A regra mais importante diz que se deve ter pelo menos 3 dentes em contato com a peça em sua parte mais fina. Desta forma, para se serrar chapas, tubos e perfis devem-se utilizar uma serra com dentes pequenos.

Outra regra está relacionada com a dureza do material. Quanto mais duro o material menor será o tamanho do dente, e consequentemente ter-se-á mais dentes por unidade de comprimento. Caso seja utilizada uma serra de dentes grandes o corte será mais demorado.
Seguindo o mesmo raciocínio, para materiais macios deve-se utilizar serras de dentes grandes. Se o vão do dentes forem muito pequenos não irão oferecer espaço suficiente para arrastar o cavaco até a saída, dificultando o movimento da serra e diminuindo o corte.

Também se deve observar o comprimento da seção da peça. Grandes seções necessitam de serras de dentes grandes (para arrastar mais cavaco até a área de saída). Se a serra possuir dentes pequenos, o corte será dificultado pelo travamento da serra pelos cavacos.

3.2 -Etapas do serramento
Para executar a operação de corte seguem-se as seguintes etapas:
1. Marcação das dimensões no material a ser cortado. No caso de corte de contornos internos ou externos, há necessidade de traçagem.
2. Fixação de peça na morsa se for o caso.
3. Seleção da lâmina de serra de acordo com o material e sua espessura.
4. Fixação da lâmina na arco (manual) ou na máquina, observando o sentido dos dentes de acordo com o avanço do corte.

5. Regulagem da máquina se for o caso.
6. Serramento. Se o serramento for manual, manter o ritmo (aproximadamente 60 golpes por minuto) e a pressão (feita apenas durante o avanço da serra). Usar a serra em todo o seu comprimento, movimentando somente os braços. Ao final da operação, diminuir a velocidade e a pressão sobre a serra para evitar acidentes. Essa recomendação é válida também para as máquinas de corte vertical.
A tabela abaixo apresenta algumas dificuldades que se pode encontrar na operação de serramento relacionadas com suas possíveis causas.

4- Bibliografia
http://www.ebah.com.br/busca.buscar.logic?q=APOSTILA+DE+FABRICA%C7%C3O+I, Acessado em 15 de Agosto de 2009 às 11:04h.
http://www.scribd.com/doc/14426775/processos-de-usinagem, Acessado em 17 de Agosto de 2009 às 10:15h.
Serramento
1-Definição
1.1 Classificação Dos Processos
1.1.1 Serramento Retilíneo
1.1.2 Serramento Circular
2 - Ferramentas Para Corte
2.1 Serras
2.2 Lâminas E Discos De Serrar E Serras-Copo
3 - Operação De Serrar
3.1 Seleção Das Serras
3.2 Etapas Do Serramento
4 - Bibliografia
SERRAMENTO
1- Definição:
O serramento é um processo mecânico de usinagem destinado ao seccionamento ou recorte com auxílio de ferramentas multicortantes de pequena espessura. Para tanto, a ferramenta gira, se desloca ou se mantém parada.
1.1 Classificação do processos de serramento.
1.1.1 Serramento retilíneo – Processo de serramento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória retilínea, com movimento alternativo ou não. Quando alternativo, classifica-se o serramento como retilíneo alternativo. Caso a contrário o serramento é retilíneo contínuo.

1.1.2 Serramento circular – Processo de serramento no qual a ferramenta gira ao redor do seu próprio eixo e a peça ou a ferramenta se desloca.

2–Ferramentas Para Corte
2.1 – Serras
Diversos são os processos de corte. A finalidade do corte também determina a escolha da operação. Assim, se é necessário fazer cortes de contornos internos ou externos, previamente traçados, abrir fendas e rebaixos, a operação indicada é o serramento, operação de corte de materiais que usa a serra como ferramenta. O serramento pode ser feito manualmente ou com auxílio de máquinas.
O Arco de Serra é uma ferramenta manual, onde deve ser montada uma lâmina de aço, dentada e temperada.
O arco de serra caracteriza-se por ser regulável ou ajustável de acordo com o comprimento da lâmina.

Para trabalhos em série, usam-se máquinas de serrar que podem ser:
• Máquina de serrar alternativa, horizontal ou vertical para cortes retos, que reproduz, o movimento do serramento manual, isto é, de vaivém.

• Máquina de serrar de fita circular, que pode ser vertical ou horizontal.

2.2 – Lâminas e discos de serrar e serras-copo
As lâminas de serrar são caracterizadas pelo formato (forma de lâmina). São utilizadas nos arcos de serra ou máquinas alternativas de serrar.
As lâminas de serra podem ser fabricadas em formato de fita em diversos comprimentos embalados em rolos.
Os discos de serrar são utilizados em máquinas apropriadas, portáteis ou não, acionadas eletricamente ou por ar comprimido.
As serras-copo possuem esse formato a fim de executar a abertura de furos geralmente com grande diâmetro em metais e madeiras pelo processo de serramento. Estas serras são utilizadas em furadeiras manuais ou máquinas.
O quadro a seguir resume as principais características de lâminas de serra.

As serras-copo são especificadas pelo seu diâmetro e devem ser utilizadas sob regime de rotação compatível com o material a ser cortado, conforme exemplo da tabela a seguir:

3 – Operação de serrar
As serras são usadas para cortar materiais, para abrir fendas e rasgos.
Os dentes das serras possuem travas, que são deslocamentos laterais dos dentes em forma alternada, a fim de facilitar o deslizamento da lâmina durante o corte.

3.1 -Seleção das serras
Existem diversas regras que devem ser obedecidas para obter o máximo aproveitamento das serras. A regra mais importante diz que se deve ter pelo menos 3 dentes em contato com a peça em sua parte mais fina. Desta forma, para se serrar chapas, tubos e perfis devem-se utilizar uma serra com dentes pequenos.

Outra regra está relacionada com a dureza do material. Quanto mais duro o material menor será o tamanho do dente, e consequentemente ter-se-á mais dentes por unidade de comprimento. Caso seja utilizada uma serra de dentes grandes o corte será mais demorado.
Seguindo o mesmo raciocínio, para materiais macios deve-se utilizar serras de dentes grandes. Se o vão do dentes forem muito pequenos não irão oferecer espaço suficiente para arrastar o cavaco até a saída, dificultando o movimento da serra e diminuindo o corte.

Também se deve observar o comprimento da seção da peça. Grandes seções necessitam de serras de dentes grandes (para arrastar mais cavaco até a área de saída). Se a serra possuir dentes pequenos, o corte será dificultado pelo travamento da serra pelos cavacos.

3.2 -Etapas do serramento
Para executar a operação de corte seguem-se as seguintes etapas:
1. Marcação das dimensões no material a ser cortado. No caso de corte de contornos internos ou externos, há necessidade de traçagem.
2. Fixação de peça na morsa se for o caso.
3. Seleção da lâmina de serra de acordo com o material e sua espessura.
4. Fixação da lâmina na arco (manual) ou na máquina, observando o sentido dos dentes de acordo com o avanço do corte.

5. Regulagem da máquina se for o caso.
6. Serramento. Se o serramento for manual, manter o ritmo (aproximadamente 60 golpes por minuto) e a pressão (feita apenas durante o avanço da serra). Usar a serra em todo o seu comprimento, movimentando somente os braços. Ao final da operação, diminuir a velocidade e a pressão sobre a serra para evitar acidentes. Essa recomendação é válida também para as máquinas de corte vertical.
A tabela abaixo apresenta algumas dificuldades que se pode encontrar na operação de serramento relacionadas com suas possíveis causas.

4- Bibliografia
http://www.ebah.com.br/busca.buscar.logic?q=APOSTILA+DE+FABRICA%C7%C3O+I, Acessado em 15 de Agosto de 2009 às 11:04h.
http://www.scribd.com/doc/14426775/processos-de-usinagem, Acessado em 17 de Agosto de 2009 às 10:15h.
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